Escleroses


Descanso do Guerreiro
Agosto 20, 2006, 3:58 pm
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Este Verão, e pela primeira vez em nove anos, parti dos States para umas férias de três semanas.
O itinerário passou por uma semana perto de Estarreja, uma semana em Espanha e outra em Lisboa.
Como foram três semaninhas de puro “relax”, e à parte umas tonturazitas momentâneas para relembrar que o bicho da EM continua por cá, não se registaram incidentes nem recaídas.
Os momentos altos foram mesmo os drunfos e o xuto diários, que fizeram a família- todos os dezassete que constítuiram a “peregrinação” por terras de Espanha- temer por uma possível denúncia e consequente raide da unidade de narcotráfico espanhola.
É que entre os medicamentos da matriarca e a minha injecção diária de Copaxone, o volume de “narcóticos” em cima da mesa assumiu proporções assustadoras…
Quanto às férias, nada a dizer.
A coisa correu bem até ao último dia quando a gestão de dezassete personalidades diferentes quase deu em tragédia familiar, mas “o bom senso permaneceu” como se diz quando as coisas dão para o torto, mas sem consequências por aí além.
De Espanha, mais propriamente Isla Canela, ali para os lados de Ayamonte a um passo da fronteira, dá gozo ver a diferença entre a “arquitectura turística” espanhola e os blocos de tijolo do lado Português.
Por muito que os Espanhóis nos tenham andado a dar na cabeça, ou nós a eles, durante todos este séculos de convivência mútua, os hotéis e complexos turísticos em Espanha encaixam bem melhor no cenário e são bem mais agradáveis à vista do que os prédios que despontam em Portugal, sem qualquer consideração pela arquitectura tradicional local.
A um passo da praia, onde não posso estar muito tempo com risco de esta coisa dar para o torto, e com uma piscina dominada pela canalha, como aliás deve ser, lá se foi passando o tempo com jantaradas e copos…muitos copos.
Depois Lisboa, com visita atrasada à Expo e a voltinha da praxe no teleférico. Passagem pelo Jardim Zoológico, porque a canalha a isso obriga, e ao Mosteiro dos Jerónimos passagem obrigatória, até porque a habitual peregrinação ao Mosteiro da Batalha não pode ser feita porque o Avô e a Avó foram premiados com uma visita de médico a Fátima.
Amarante continua bonita e tem lugar já definido no próximo roteiro.
Ainda de referir as estações de serviço Portuguesas, que levam a palma às equivalentes Americanas, e à liberdade de se poder fumar em quase todo o lado que, devido à falta de hábito, me fez deitar fora uns cigarritos inacabados à entrada de centros comerciais, bares e restaurantes.
Desta vez não deu para ir à Catedral, que sendo um mamarracho por fora, sempre é mais vistosa que o estendal de Alvalade com os azulejos de quarto de banho a dar para a rua. O Estádio do Dragão é bonito, mas deixou-me uma certa urticária.
Já agora Rui, obrigadinho pela troca do avião, porque o A310 que nos levou para Portugal já não se usa.
Ainda de referir o preço proibitivo dos livros em Portugal, que explica em parte porque raio os Portugueses não têm fama de grandes leitores. Ainda assim deu para trazer resmas de obras que me vão manter entretido durante uma semanas.
Por último, graças a Deus pela invenção das máquinas fotográficas digitais…


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